TÉCNICO E AFINADOR DE PIANOS



Márcio Monteiro
Afinador de Pianos
Tel.: (+351) 91 696 98 55 

E-mail:  pianosnocentro@gmail.com
Site: www.afinadordepianos.com.pt

Guia de Compra de um Piano VII - Cuidados a ter para evitar fraudes e escolhas pouco esclarecidas

VII) Exemplo de reparação:

Qualquer pianos, mesmo que seja de uma construção fiável, é constituído por peças eu se usam e gastam e necessitam de ser substituídas e ser alvo de manutenção para que o piano guarde as suas qualidades de origem.

Com efeito, oiço frequentemente clientes que dispõem de pianos com apenas alguns anos de parca manutenção a dizer “Sabe, o meu piano não é grande coisa e já está muito velho.” Ora, por vezes, os pianos em questão são relativamente recentes (para um piano) e não pior do que qualquer outro.

Portanto, sim, o toque do seu piano é desigual, não permite fazer correctamente as nuances, as teclas prendem, o teclado é pesado, o som é abafado, certas notas são mais fortes que outras, a mecânica fazem barulhos, etc.

São sinais evidentes de que o piano precisa de manutenção!

Vejamos em detalhe o que se pode fazer.

O nosso exemplo é o de um cliente que tem ainda o seu piano de infância, já na altura comprado usado. A senhora tem um bom nível e é bem visível que o piano foi muito utilizado. Resumindo, o nosso “paciente” é um piano Diezer (marca francesa de Marselha), de 1935 que, antes de mais, aguenta a afinação e funciona correctamente.

Se esse não fosse o caso, seriam necessárias reparações pesadas e profundas, o que, para já, não é o objeto deste artigo. Partimos de um piano com boa saúde, que necessita de ser recolocado a um nível correcto para lhe devolver, na medida do possível, o seu estado de origem.

Tratando-se de um piano de 1935, partimos, mesmo assim, com um certo handicap, mas que podemos melhorar, sem contudo, e evidentemente, não ser possível colocá-lo ao nível e com os parâmetros de um piano actual. De doto o modo digo à minha cliente que esta cura de juventude a operar no seu piano, não o transformará num piano novo.

Como podemos então melhorá-lo?

Lembro-o de que um piano é composto por três elementos essenciais:

O móvel (no nosso caso, encontra-se num estado médio, mas a minha cliente tem pouco interesse na estética, e um tratamento à base de óleo de linhaça poderá melhor o aspecto geral do piano com relativa facilidade.

A estrutura harmónica. No nosso exemplo está de boa saúde e o piano aguenta a afinação. É necessário substituir algumas cordas partidas, mas nada de anormal para um piano desta idade.

A mecânica e o teclado apresentam sinais evidentes de uso e será com certeza nestes elementos que iremos trabalhar.

Recondicionamento da mecânica:


À primeira vista, a mecânica tem ar de estar em bom estado, mas podemos olhar mais de perto.



Os martelos, por exemplo, estão já muito marcados pelas cordas e estão até planos no ponto de toque. Abafam as cordas quando lhes tocam, daí o som pouco agradável do nosso piano. Dada a idade do instrumento, vamos substituir os martelos. 



Desmontamos os martelos e enviamo-los a um especialista que recolocará feltro com a mesma qualidade daquela original. Em alternativa, poderíamos colocar hastes e cabeças de martelos com feltro de alta densidade e qualidade, sempre adaptados à época do instrumento.
A seguir limpamos a mecânica, fazemos uma revisão, ou seja, verificamos que todos os parafuso estão bem apertados, que os diferentes eixos e pivots estão em condições, sejam com folga a mais ou a menos. E já agora, em relação à limpeza, se o seu piano não é assistido há muito tempo, da próximo vez que chamar um técnico de piano, peça-lhe para o limpar. Gastará apenas cerca de meia hora a 45 minutos, e essa limpeza é essencial para a boa manutenção de todas as peças.

 Aproveitamos igualmente para alinhar todas as peças da mecânica de forma optimal, conforme seria no seu estado original. Em certas mecânicas muito frágeis, este processo poderá ser bastante demorado. Mas não é o caso do nosso Diezer.


A seguir grafitamos as peças que precisam:



Na verdade vamos lubrificar todas as peças da mecânica sujeitas a fricção, com a ajuda de grafite. Trata-se de um lubrificante seco que dura muito tempo e evita que a madeira se desgaste. Pode aplicar-se com um pincel ou com um lápis e requer alguma prática e habilidade, caso contrário sujamos a mecânica toda com uma matéria que será muito difícil de limpar. 

(na imagem podemos ver, à direita, as primeiras três alavancas de cavalete ou varas já grafitadas)
  
Para já deixamos a mecânica e vamos pormos de volta do teclado:



No nosso exemplo, o teclado está todo estragado, partido, lascado e partido. A sensação ao toque era verdadeiramente desagradável. Optamos por substituir o revestimento por ivorite (matéria plástica) com o efeito mais belo e muito confortável ao toque. Antes disso substituímos todos os feltros guia do teclado, de profundidade e altura de teclado (a vermelho na foto). Agora que terminámos de colocar o teclado, passamos à limpeza e aos acabamentos, limpando os restos de cola e as marcas de sujidade e utilização nos flancos das teclas. Isto não se trata de um luxo. 

Antes:


 Depois


O chassis do teclado, que suporta as teclas, foi também completamente limpos e os feltros foram substituídos por feltros novos. Eliminamos todos os vestígios de ovos de parasitas que adoram fazer ninho debaixo das teclas. Graças à substituição destes feltros obteremos um toque e regulações mais precisas.


O exemplo das imagens mostra que substituímos também todas as anilhas redondas em feltro, quer da altura do teclado, quer da profundidade ou trajecto.



 O fim dos trabalhos aproxima-se. Os martelos já voltarão do artesão especialista e vamos montá-los na mecânica.



A mecânica e o teclado foram refeitos de novo e seguem-se longas horas de regulação mecânica e harmonização (trabalho no timbre do piano através de intervenção nos martelos).

O resultado nota-se bem. O piano está agradável e o som é mais redondo nos graves e mais preciso nos agudos. E isso vai melhorar dentro de algumas semanas quando o feltro se moldar completamente.

Terão sido necessárias pelo menos cerca de 30 horas de trabalho para este piano, em grande parte por causa da sua idade avançada. Mas o resultado é interessante e este piano continuará, durante algumas dezenas de anos a prestar serviço à sua proprietária e aos seus filhos que entretanto começaram a aprender a tocar piano.

Não hesite em me contactar e pedir um orçamento de reparação para o seu piano.

Agradeço uma vez mais a ajuda do meu colega francês Alain Chauvel na elaboração destes artigos, bem como a todos os colegas franceses, belgas e espanhóis com os quais tive contacto, directa ou indirectamente.

Aproveite para conhecer os seguintes sítios de vários artesãos, onde poderá igualmente encontrar muito bons conselhos:





Márcio Monteiro
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Guia de Compra de um Piano VI - Cuidados a ter para evitar fraudes e escolhas pouco esclarecidas


VI) Duração de vida de um piano:

Um piano moderno fabricado com materiais de qualidade tem uma duração de vida aproximada de cerca de 100 anos, desde que beneficiem da manutenção necessária aconselhada. Os materiais empregues são mais estáveis que noutros tempos e os métodos de fabricação e as evoluções tecnológicas permitam já uma grande qualidade na montagem e uma muito maior regularidade.

Os pianos antigos têm uma duração mais variável e certas séries e marcas são de facto melhores que outras. A qualidade das madeiras e dos feltros empregues que determina a fiabilidade dos instrumentos. Por isto é fortemente desaconselhado evitar pianos de baixo custo.

Por exemplo, o cepo, ou sommier de cravelhas (onde são inseridas as cravelhas), sendo uma peça essencial na estabilidade da afinação, era feito noutros tempos em madeira maciça. De acordo com qualidade das madeiras, o tipo de secagem, etc., pode apresentar fendas e fazer com que o piano não seja afinável. Hoje em dia este cepo é feito em contraplacado marítimo com várias camadas de boa espessura de diferentes tipos de madeira que dificilmente apresenta fendas e se usa mais lentamente.




Em períodos de guerra ou pos-guerra, ou em períodos de ciclo económico recessivo, aplicavam-se os materiais disponíveis ou que se aproximavam dos ideias e os resultados eram bem diferentes em termos de fiabilidade.

De todo o modo não se pode dissociar a manutenção e a duração de vida de um piano. Com efeito, se a qualidade de construção dos pianos é uma variável importante na duração de um piano, é a manutenção que faz toda a diferença. Um instrumento afinado todos os anos, regulado periodicamente e harmonizado com regularidade durará muito mais do que um piano que vê o afinador apenas uma vez a cada 5 anos. E para além do mais, no primeiro caso o piano conservará a sua sonoridade de origem durante muito mais tempo, ao passo que no segundo caso, ela perder-se-á rapidamente.

Quanto à qualiade de som, se esperar fazer o seu piano durar gerações com uma boa qualidade de som, lembre-se qu se trate de um instrumento de cordas e que as cordas não são feitas para durar eternamente, assim como as cravelhas. Se pensarmos numa guitarra, as cordas são mudadas com que frequência? Uma vez por anos ou até mais no caso de guitarristas profissionais ou que usam muito os seus instrumentos. No caso do piano, isso não é tão levado ao extremo, mas as cordas devem ser substituídas quando deixarem de ter qualidade. É impensável, por exemplo, que um piano com 50 anos ao qual nunca foram susbtituídas as cordas e cravelhas continue a ter uma boa qualidade de som e continuar a aguentar a afinação. Assim como é impensável que cordas que tenham ido regadas com água, refrigerantes ou outros líquidos possam soar ainda a alguma coisa de bom. Pode parecer-lhe que estas hitpóteses são exageradas mas não seria a primeira vez, por exemplo, que me deslocaria a um auditório conhecido que recebe digressões de artistas des renome e que tem ao serviço um piano que até já apanhou chuva e que as cravelhas não aguentam qualquer tensão e portanto o piano é simplesmente inutilizável. Infelizmente, dado o desconhecimento técnico nesta área pela maioria das pessoas, mesmo profissionais, artista ou pessoas do meio, a tentação é imediatamente desconfiar da qualidade do trabalho do afinador de pianos, quando, como já referi antes, nem um afinador de renome com capacidades psicológicas de afinar extremamente bem os pianos que trabalha conseguiria afinar um piano neste estado.


Continuando, diria que um piano não é muito fiável num ambiente que não seja estável ao nível da higrometria e temperatura, seja, nem muito húmido nem muito seco. Com mais um exemplo diria que existem escolas ou conservatórios que não dispõe de sistemas eficazes de controlo da temperatura, quer seja no verão, mas principalmente no inverno e acontece por vezes afinar um piano numa sala em que nesse mesmo dia virá um professor que, porque tem frio (e com razão), ligará um aquecedor portátil, fazendo subir a temperatura em vários graus, o que tem uma consequência irremediável na afinação. Daí que o comentário, infelizmente frequente, de que o piano foi afinado na semana passada e está igual seja quase verdade. Porque neste caso um piano não estaria quase igual como provavelmente estaria bem pior.

Ainda em relação aos feltros é preciso que se saiba que se trata de material normal de consumo num piano porque se gasta naturalmente, pelo que uma manutenção de longo termo deve prever a substituição dos feltros de mecânica, de teclado e dos martelos, assim como as molas de mecânica que perdem naturalmente a força com o uso. Tudo isto é verdade qualquer que seja piano em questão.

Márcio Monteiro
Afinador de Pianos
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Guia de Compra de um Piano V - Cuidados a ter para evitar fraudes e escolhas pouco esclarecidas

V) E se alguém lhe oferecer um piano?

É o seu dia de sorte e alguém lhe oferece um piano, porque a pessoa em questão vai mudar de casa, já não tem espaço ou já não o usa. Tinha o sonho de aprender piano, ou que os seus filhos aprendessem e chega à conclusão que é altura de começar.

Antes de o fazer por conta própria, é necessário ponderar sobre vários factores, como por exemplo o transporte, que é bastante arriscado e extremamente perigoso para a sua saúde. Durante o meu percurso de formação internacional conheci vários técnicos de pianos com décadas de experiência na profissão e uma coisa que, quase sempre, tinham em comum, era o facto de ter graves problemas de costas em consequência de fazerem transporte de pianos com um certo descuido. Por isso a desaconselho-o vivamente a tentar. Os benefícios de o fazer são quase nulos e os riscos avultados. Por outro lado, aceitar um piano e transportá-lo para sua casa deve também ser ponderado porque uma vez que chega a sua casa, existe uma grande possibilidade de lá ficar bastante tempo porque a operação inversa, de se desfazer do piano, é igualmente custosa. É portanto necessário que o piano valha mesmo a pena. A verdade popular diz que a cavalo dado não se olha o dente, mas é necessário que pondere com descrição se essa oferta não lhe trará prejuízos.


É necessário um certo número de precauções:
  • Informe-se sobre a marca do piano, a sua idade ou o seu número de série
  • Informe-se sobre a sua utilização e sobretudo sobre a sua manutenção
  • Saiba precisamente onde se encontra o piano (num prédio e em que andar, largura das escadas, acessos à rua, etc.)

Com estas informações terá alguns dados importantes para que possa decidir.
Desconfie sempre dos pianos chineses (frequentemente com nomes de consonância alemã), polacos, ingleses ou russos, uma vez que, mesmo quando são novos, alguns têm grandes problemas de fiabilidade. Se o piano beneficiar da manutenção regular necessária, em princípio não terá problemas.
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  • Se o piano tem mais de 30 anos, é necessário saber o seu estado real
  • Se o piano tem perto de 100 anos, o que quer que faça, ele estará já certamente em fim de vida
  • Se o piano é antigo mas foi inteiramente restaurado há cerca de 15 ou 20 anos, é necessário verificar se as reparações foram bem feitas e se foram suficientes para garantir o bom funcionamento do piano (entretanto é bom saber se ele teve ou não a manutenção necessária desde que foi restaurado)
  • Se o piano nunca foi afinado, tenha atenção aos custos de recolocação em bom estado e à perda de qualidade sonora que isso implica, sem contar com o riso de partir cordas (Já me aconteceu ser chamado a casa de um cliente para afinar um piano comprado à cerca de 15 anos e que nunca tinha sido afinado, e após explicar ao proprietário que o piano precisava de muito mais trabalho do que uma afinação normal, o senhor recusou-se a aceitar e pediu-me que fizesse apenas uma afinação. Embora eu tenha explicado que não poderia garantir o meu trabalho nessas condições, o senhor insistiu e quando terminei de fazer a primeira afinação possível, o piano estava evidentemente horroroso. Conclusão: o cliente pagou uma afinação normal e o piano ficou na mesma, mesmo que antes de me vir embora tenha ainda dado alguns toques de ajuste, por descargo de consciência. De todo o modo não poderia sobrepor-me à vontade do cliente.)
  • Desinteresse-se por pianos que têm notas a tocar como uma busina, porque esses pianos já não podem ser afinados
  • Salvo raras excepções, os pianos com quadro em madeira ou com mecânica a baionetas (mecânica antiga de piano vertical em que os abafadores eram fixados por cima dos martelos e ligados aos cavaletes por meio de uma haste, chamada baioneta), já não são instrumentos musicais mas peças de museu ou simples objectos decorativos 


Piano com mecânica a baionetas. Repare nas pequenas haste metálicas verticais a eu chamamos baionetas, que se encontram em frente à mecânica em cerca de ¾ do comprimento da esquerda para a direita. A produção deste tipo de mecânica não foi mais do que uma experiência de certas marcas, mas que cessou por volta de 1918.

  
Mecânica de piano vertical contemporânea (sem baionetas). Mais acessível ao técnico de pianos e muito mais fiável mecanicamente.  



Exemplo de um piano com quadro em madeira. Repare na inexistência o quadro metálico. Neste caso o piano foi bem restaurado e permanece um raro exemplo de um piano deste tipo que ainda funciona bem. 



Exemplo de piano com quadro em ferro fundido e cor dourada, em curso de fabricação antes da assemblagem do móvel.


Outro piano numa linha de montagem de uma fábrica com quadro em ferro fundido. Existem também pianos mais antigos com quadros metálicos que, no entanto, não eram fabricados em ferro fundido, outros com quadros metálicos parciais, etc. 


Em relação ao transporte:

  • Cada andar num prédio custa caro uma vez que é necessário mobilizar pessoal qualificado e material de manutenção adequado (são cerca de 250 a 700 kg para subir ou descer escadas)
  • Se as escadas forem muito estreitas, o piano terá que passar pela janela, o que terá um custo muito elevado uma vez que será necessário assegurar o aluguer de uma grua com operador (pelo menos 600 euros), ou o piano terá que ser desmontado completamente sendo por vezes necessário descolar algumas partes do móvel para as colar posteriormente e fazer esse trabalho leva tempo e é um serviço extremamente delicado.
  • O preço dos serviços de transporte depende do quilometragem a fazer
  • Se o piano entrar dentro do elevador, não existem sobretaxas associadas mas é necessário, ainda assim, incliná-lo sobre um dos flancos
  • Tratando-se de vários degraus, o custo é o mesmo do que um andar

Em todo o caso, aconselho-o a ser discreto no caso de pensar em aceitar a doação de um piano, e fale com o seu técnico de pianos. Desloco-me com muita frequência a casa de pessoas que gastaram várias centenas de euros no transporte de um piano oferecido que é simplesmente inutilizável.


Obtenha o máximo de informações e telefone ao seu afinador de piano. Peça-lhe para vir ao local fazer um diagnóstico para saber se o piano necessita de reparações. Juntamente com o orçamento do transporte, disporá então de todos os elementos para decidir. Poderá sempre pedir ao seu professor, ou futuro professor de piano, se conhece um técnico de pianos de confiança que o possa acompanhar (Para ilustrar, conto-lhe um episódio em que fui contactado por um cliente que tinha feito um negócio de troca de serviços da sua empresa por um piano acústico vertical e que queria afiná-lo. Segundo este senhor, o piano teria cerca de 15 anos e o valor que teria pago por ele rondaria os 1500 euros. Chegando ao local, deparei-me com um piano com cerca de 110 anos, completamente inutilizável, com o móvel e a mecânica podres e comidos pelas térmitas. A única possibilidade seria o restauro completo por um valor eu ascenderia aos 6 ou 7 mil euros). Dá para perceber que se este senhor me tivesse contactado antes para ver o piano e tivesse pago entre 50 a 100 euros para ver o piano, teria poupado mais de 1400 euros).

A deslocação de um técnico pode custar apenas 50 euros e é sempre preferível a pagar de 200 a 500 euros pelo transporte (sem complicações) por um instrumento completamente danificado que necessitaria de trabalhos no valor de várias centenas ou mesmo milhares de euros para funcionar correctamente.

Portanto não sonhe acordado porque cerca de 80% dos pianos oferecidos não têm qualquer valor e custam demasiado caro para reparar ou fazer uma manutenção aceitável.


Márcio Monteiro
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